Na sua incessante busca por paz, Hulk vai se esconder no Alasca. Lá ele consegue encontrar uma harmonia inclusive na convivência com o Bruce Banner. Porém é claro que isso não tem como durar muito, a SHIELD consegue encontrá-lo mas em vez de atacá-lo, decide pedir a sua ajuda para destruir um satélite dominado por uma inteligência artificial desenvolvida pela IMA que quer ir detonando as bombas nucleares existentes no planeta. Apesar da relutância, ele aceita a missão até descobrir no espaço que foi traído. Esse arco foi publicado em Universo Marvel números 20 a 23 nos meses de fevereiro a maio de 2007 pela Editora Panini.
O roteirista Daniel Way coloca o Gigante Esmeralda numa situação interessante: o espaço sideral. Lá por ter gravidade zero dificulta que o monstro utilize a sua força. Além disso, o fato de ser um maquinário com inteligência artificial com capacidade de adaptar-se, torna o desafio ainda maior. Por isso, ainda que o enredo não traga nenhuma criatividade, a trama é bem conduzida.
Eu gosto do estilo realista que o desenhista Keu Cha utiliza nessa história. É bem verdade que isso implica em pouco movimento, mas para acontecimentos que ocorrem basicamente no espaço, a dramaticidade de cenas congeladas é bem adequada numa ambientação que não possibilita movimentos bruscos.
Hulk Tempo de Paz é um excelente arco que não necessita de nenhuma outra leitura anterior para a sua compreensão. Ele é uma interlúdio para a saga Planeta Hulk e não entendo porque nenhum encadernado desse evento traz essa história. Tanto o Planeta Hulk como a minissérie Hulk Contra o Mundo traz um protagonista motivado por um sentimento de vingança que vai se engrandecendo nessa história.
Destaque da obra:
- Prólogo para Planeta Hulk
Leia também:
Hulk - Acorde para o Pesadelo: último arco da fase de Bruce Jones



Comentários
Postar um comentário