O mundo inteiro sofre uma modificação radical: de uma hora para outra, os mutantes passam a ser maioria e governam tudo. Esse é o mundo recriado pela Feiticeira Escarlate e moldado por Magneto em Dinastia M. A família mutante fez com que o Hulk aparecesse na distante Austrália no meio de aborígenes. Contudo o país servia como um imenso depósito de humanos que foram desprezados pelos mutantes. Para impedir essa situação terrível, as Idéias Mecânicas Avançadas (IMA) utilizaria do seu poderio tecnológico para deter os mutantes e se alia ao Hulk para isso, já que a paz que ele tanto buscou foi surrupiada pelo governo mutante e coloca em risco a sua tribo. Esse arco foi publicado pela Editora Panini em Universo Marvel números 17 e 18 em novembro e dezembro de 2006.
O roteirista Peter David imagina a Austrália governada pelo mutante Exodus com toda a referência nazista nos vestuário e na ambientação dos mutantes e seus prédios de governo. Exodus subestima os avisos de Pyro sobre o risco que o Hulk representa e por isso é surpreendido quando ele o enfrenta. O monstro conta com o apoio da Escorpião, filha de uma das líderes da IMA. O que mais me chama a atenção na história, é a relação entre o físico e o monstro que, apesar de se odiarem, as suas ações são tão complementares a ponto de completar as próprias frases, como um pacto silencioso entre eles para dar uma solução ao risco maior. Ainda que entre no clichê do personagem "estou em paz e vieram me chatear", a história é bem conduzida do início ao fim e o roteirista soube utilizar bem das reviravoltas para retirar a história do mais do mesmo.
Os desenhos são do uruguaio Jorge Lucas com um traço com um tom mais realista, o que imprime uma maior seriedade aos acontecimentos e consegue trazer o incômodo necessário às referências nazistas. Por isso, os desenhos são um bom complemento narrativo para a história.
Hulk Terra Ignota é um excelente arco. Apesar de ser uma história suplementar a saga Dinastia M, com uma simples introdução é possível se ambientar sem ter que ler a minissérie principal. A história acaba funcionando como uma história solitária e pode ser lida de maneira independente.
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