Eu acredito que independente do gênero narrativo, uma história divertida é aquela que é bem construída, por isso muitas vezes ela agrada pessoas além do seu público específico. É uma pena que aqui isso não acontece. Logo de início vemos os corpos desmembrados apresentando o contexto da história. O traço do quadrinhista japponês Shintaro Kago não é muito detalhado, o que é ótimo para cenas de embrulhar o estômago, o problema é que quando inicia as imagens dos personagens fazendo sexo, isso não pára. Seja quando mostra dezenas de coadjuvantes transando a esmo ou no momento em que a protagonista é perseguida. Aqui há uma troca de tiros e fuga enquanto ela faz sexo com o seu companheiro. Um outro detalhe da edição que não faz sentido é o porquê da narrativa ser ocidental (da esquerda para a direita). O texto complementar só explica que foi assim que foi publicada na Itália, mas eu acho essa explicação rasa. Ah, fique atento que essa é a edição 0 que junto com outras três serão o prelúdio da obra principal que é a de número 1. Por isso a numeração da capa ser 0.1 porque as demais histórias curtas continuam 0.2,0.3...
Parasitic City é uma obra que incomoda ao imaginarmos a brutalidade de um organismo invadir os órgãos sexuais da mulher e o mal estar continua com o detalhamento do ato sexual sendo conduzido por membros vivos externos à pessoa. O sexo é utilizado mais como elemento para gerar um incômodo do que ter alguma relevância narrativa. Essa é mais uma história visual em que a gente tem que abandonar completamente a tentativa de que algo faça sentido ali. Por isso eu achei uma péssima história.
Ficha técnica:
Publicado em: outubro de 2025
Editora: Conrad
Licenciador: Hollow-Press
Categoria: Edição Especial
Gênero: Mangá
Status: Em circulação
Número de páginas: 36
Formato: (17 x 24,5 cm)
Colorido/Lombada com grampos
Preço de capa: R$ 19,90
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