Parasitic City - Vol 0.1

Capa de Parasitic City Volume 0.1 publicado pela Editora Conrad


O mundo no futuro ainda continua em guerra. Porém as pessoas mutiladas pelos conflitos podem dispor de membros vivos de corpos que se conecta ao seu pelo cérebro. Esses organismos vivos são capazes de se reproduzir e não se limita a membros de corpos humanos mas podem ser inclusive móveis da sua casa. A Editora Conrad através do selo Hq Para Todos publicou em outubro de 2025 essa história introdutória da obra principal de mesmo nome. Essa é uma obra voltada para um público adulto por ser classificada como ero-guro, gênero japonês que combina elementos eróticos e grotescos. Essa obra foi premiada em 2010 com o 3º Prêmio Mundial Baka-misu. 

Eu acredito que independente do gênero narrativo, uma história divertida é aquela que é bem construída, por isso muitas vezes ela agrada pessoas além do seu público específico. É uma pena que aqui isso não acontece. Logo de início vemos os corpos desmembrados apresentando o contexto da história. O traço do quadrinhista japponês Shintaro Kago não é muito detalhado, o que é ótimo para cenas de embrulhar o estômago, o problema é que quando inicia as imagens dos personagens fazendo sexo, isso não pára. Seja quando mostra dezenas de coadjuvantes transando a esmo ou no momento em que a protagonista é perseguida. Aqui há uma troca de tiros e fuga enquanto ela faz sexo com o seu companheiro. Um outro detalhe da edição que não faz sentido é o porquê da narrativa ser ocidental (da esquerda para a direita). O texto complementar só explica que foi assim que foi publicada na Itália, mas eu acho essa explicação rasa. Ah, fique atento que essa é a edição 0 que junto com outras três serão o prelúdio da obra principal que é a de número 1. Por isso a numeração da capa ser 0.1 porque as demais histórias curtas continuam 0.2,0.3...

Parasitic City é uma obra que incomoda ao imaginarmos a brutalidade de um organismo invadir os órgãos sexuais da mulher e o mal estar continua com o detalhamento do ato sexual sendo conduzido por membros vivos externos à pessoa. O sexo é utilizado mais como elemento para gerar um incômodo do que ter alguma relevância narrativa. Essa é mais uma história visual em que a gente tem que abandonar completamente a tentativa de que algo faça sentido ali. Por isso eu achei uma péssima história. 


Página interna de Parasitic City 0.1 publicado pela Editora Conrad

Ficha técnica: 
Publicado em: outubro de 2025

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