Absolute Mulher-Maravilha - A Última Amazona

 

Capa de Absolute Mulher-Maravilha 1 publicada pela Editora Panini

Darkside encomendou a construção de uma nova realidade com um novo planeta Terra. Esse planeta possui valores diferentes e um número menor de heróis. Aqui a Mulher-Maravilha foi enviada ao inferno após o nascimento e foi criada por Circe, que foi instruída a esquecer da existência das amazonas e nem sequer pronunciar essa palavra. Ela desde bebê enfrenta desafios para manter-se viva e conseguiu sobreviver através de magia e agilidade. Os monstros que a perseguiam lá agora invadem essa Terra e cabe a Mulher-Maravilha proteger os habitantes desse planeta. Esse arco foi publicado pela Editora Panini nas três primeiras edições de Absolute Mulher-Maravilha nos meses de novembro de 2025 e janeiro e março de 2026. A revista é vencedora do maior prêmio de hqs dos EUA, o Eisner, ganhando na categoria Melhor Nova Série em 2025.

A roteirista Kelly Thompson consegue trazer uma outra protagonista e ainda assim manter elementos essenciais da Amazona. A linha "Absolute" tem sido um sucesso espetacular nos EUA a ponto de colocar a Marvel no chinelo com relação as vendas e algo parecido tem ocorrido no Brasil, onde a tiragem acaba muito rápido e logo a Editora Panini precisa reimprimir uma (ou umas) nova. Vi comentários em resenhas que a linha insere elementos do mangá e vi algum deles nessa história, ainda que eu não conheça muito do estilo. 

Uma das armas que Diana utiliza é a espada cortadora de cavalos, bem conhecida de mangás. Além disso, os exageros são bem utilizado para o meu desprazer. Diana consegue se livrar de pequenos demônios ainda bebê, esse é um tipo de elemento narrativo que sempre me incomoda, a maneira como crianças muito novas agem como adultos para mostrar a capacidade fora do comum do herói, para mim, isso funciona numa tira debochada do Paulo Moreira mas como fantasia e ação, isso só me afasta. Um outro elemento exagerado é um vilão do tamanho de um prédio de vinte andares. Após salvar a vida de Steve Trevor do inferno, a cidade de Gateway passa a ser protegida pela protagonista e cabe a ela dar um jeito no monstro gigante conhecido como Tetracida com a ajuda ou não do seu cavalo morto vivo voador. 

Página interna de Absolute Wonder Woman 1 publicada pela DC Comics


Apesar desses elementos que me afastaram da trama, há muitos outros que me aproximam como a condução da trama, a relação de Diana com a sua mãe adotiva Circe, que nos quadrinhos habituais é uma clássica vilã. Um outro aspecto interessante é como ela coloca a igualdade entre homens e mulheres de uma maneira tão natural que chega a ser constrangedor as regras do patriarcado tão naturalizada entre os humanos. Isso é exatamente a essência do personagem pelo seu criador William Moulton Marston. Além disso, surpreende-me algumas ações que ela toma, inclusive contra o próprio corpo de uma maneira tão natural como quem está apenas cortando uma unha. 

A roteirista explora bem o fato dos conhecimentos da personagem sobre os deuses gregos mas me incomodou o fato de utilizar o alfabeto grego para nomear o laço mágico (que no universo absolute possui uma consistência mais maleável que uma corda). Como se pronuncia aquilo? Eu gostaria de uma nota com a pronuncia da arma no nosso alfabeto, desculpa aí os doutores em ciências humanas mas não vou pesquisar como se pronuncia aquilo. 

Se eu tenho do que reclamar do roteiro, o mesmo não posso dizer dos desenhos de Hayden Sherman que traz um traço sujo, bem de acordo com esse novo universo. Além disso, a sua Mulher-Maravilha tem um olhar marcante que é facilitado pelos olhos acentuados. Muitas vezes o gradeamentos das suas páginas é uma arte à parte. O visual dessa personagem é bem pensado principalmente no uniforme. Eu não sei quais foram as suas inspirações, mas em vários momentos me senti lembrando da arte do Frank Miller no primeiro Cavaleiro das Trevas. 

Absolute Mulher-Maravilha A Última Amazona é uma ótima história. Eu não sei se você já percebeu mas eu tenho uma gradação própria para os meus elogios que em ordem de melhor para o pior é excelente-ótimo-bom-regular-ruim-péssimo. Essa história perde pontos comigo pelos exageros narrativos desnecessários. Porém a trama consegue superar isso e traz uma história divertida, ainda que eu não entenda o porquê de ter ganho o Eisner. Porém é fato que é um ponto de partida interessante para quem gosta de quadrinhos e para os demais curiosos que nunca leram. 

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Página interna de Absolute Wonder Woman 2

Destaque da obra: 

- origem da Absolute Mulher-Maravilha 


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