Essa minissérie foi publicada pela primeira vez no Brasil em 2009 e ela usa a personagem da revista do Sandman, porém é possível ler essa revista sem conhecer a maior obra de Neil Gaiman. Em Sandman, Tessália é uma nerd daquelas que a gente com certeza já teve em sala de aula, aquela garota esquisita e silenciosa que se senta bem na frente.
A minissérie inicia dessa forma e logo nas primeiras páginas, o argumentista Bill Willingham deixa claro o quão poderosa é Tesssaly. A revista cria o clima de "nada é o que parece", acentuando o mistério e a curiosidade do leitor.
Já que a investida pra matar Tessália não deu certo, ela parte em busca de descobrir quem é (ou são) os mandantes. Para ajudá-la, Buscante que foi contratado pelas mesmas pessoas que contrataram o assassinato da bruxa. O inusitado é que esse personagem é um fantasma que diz ter sido assassinado por Tessália (ainda que ela não lembre).
O quadrinho me surpreendeu por eu ter a expectativa de encontrar muito terror, porém a proposta de Bill Willingham para essa minissérie é lidar com humor, principalmente em cima dos clichês típicos das histórias fantásticas. Por isso, o traço de Shawn McManus combina tanto, já que traz um estilo cartunesco com algumas imagens surpreendentes de muita violência.
Apesar de eu estranhar inicialmente o traço de Shawn McManus para um quadrinho de uma personagem tão forte, eu deixei o argumento de Bill Willingham me levar, começou bem, traçou um rumo interessante, porém termina de maneira apressada e perde a pegada inicial pra uma história com uma ênfase maior no terror.
A Tessalíada me decepcionou, não sei se o fato da proposta ser de quatro edições ou se o autor tinha uma ideia mas não sabia como a encerraria. A bruxa Tessália é uma personagem muito forte e interessante e mereceria que outros artistas contasse outras histórias.



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