ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS
Essa minissérie divide-se em seis capítulos, o primeiro deles é uma introdução com informações sobre o que ocorre antes e foi escrita por Peter David. Os desenhos mais padronizados com a sua beleza dentro do que se costumava ver Marvel são de Al Rio, Lee Weeks e Sean Phillips.
A partir do segundo capítulo é que a guerra começa de verdade. Aqui infelizmente o roteirista Greg Pak, que fica nos roteiros até o final da minissérie, resume demais o primeiro conflito que é o Hulk contra o Raio Negro. Eu presumo que a ideia dele é que a gente veja apenas a cara amassada do líder dos Inumanos, da mesma forma que foi exibida aos terrestres. Uma maneira de mostrar que ele não estava blefando quando prometeu vingança em rede mundial e mostrou a traição dos Iluminnati.
É preciso entender o contexto desse conflito. Tudo isso ocorreu após a Guerra Civil que dividiu a opinião pública sobre quem era a favor ou contra a todos os super-heróis revelarem a sua identidade pro Governo impostas pela Lei de Registro dos Super-heróis. Assim, ainda que o Gigante Esmeralda tenha estabelecido que todos se retirassem de Nova York, centenas de humanos decidiram permanecer na ilha, torcendo para que o Homem de Ferro, Senhor Fantástico, o Doutor Estranho e o Raio Negro fossem massacrado em praça pública.
Isso rendeu momentos memoráveis que só o traço sujo de John Romita Junior poderia traduzir os detalhes de tamanho espancamento e destruição da cidade. Entre os conflitos, surpreendeu-me o fato de eu ter curtido mais a luta contra o Doutor Estranho. Isso porque o Mago Supremo permite-se possuir por um demônio, o que gera o melhor conflito mano a mano da série. É bem verdade que o final em que o Hulk luta contra o Sentinela gera a maior destruição e a gente percebe finalmente o grau de poder do personagem e o temor de isso destruir o planeta inteiro.
Greg Pak é um excelente roteirista que possui entre seus méritos a habilidade de construir os argumentos dos personagens. Contudo ele aqui deu a bola para o Romitinha brilhar. A construção das lutas, principalmente quando mais de um oponente aparece ao mesmo tempo, permitiram que eu não me incomodasse com o fato de os diálogos serem simples e diretos. Contudo há momentos em que os pontos de vista de alguns personagens apresentado nos argumentos são realmente marcantes. A conclusão estava dentro do esperado, já que com a intensidade da raiva do monstro, nada poderia detê-lo a não ser ele mesmo e isso ocorre após ele descobrir que a destruição de Sakaar se deu pela sabotagem de Miek, o seu melhor amigo do Pacto de Guerra, para motivá-lo a abandonar a ideia de paz e trazer guerra para a Terra. A última página ainda deixa um gancho por mostrar o filho do Hulk pela primeira vez.
Quando essa história saiu no formato de minissérie, trouxe em cada edição uma série de extras cansativos apresentando personagens ou situações da cronologia Marvel que parecia não acabar e cuja a escrita era desinteressante pela quantidade de detalhes, muitos deles desnecessários. A ideia seria mostrar detalhes da vida do Hulk e de acontecimentos recentes do Universo Marvel mas que ao final ficou bem desagradável.
A Marvel conseguiu aproveitar o Hulk de maneira apropriada, já que em tantas outras sagas ele era simplesmente esquecido ou era um coadjuvante bem apagado. Assim um personagem cujo o nível de poder varia com a raiva que sente não poderia ter recebido um melhor destaque tanto na minissérie principal quanto nas histórias derivadas presentes em várias revistas da época. Para quem gostaria de ler os melhores momentos dos personagens da Marvel, não pode deixar de ter essa excelente obra em sua coleção.
Destaque da obra:
- Minissérie que dá o maior destaque pro Hulk no Universo Marvel
- Primeira aparição do filho do Hulk
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